quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O CIRCO NO RN

O Rio Grande do Norte tem uma forte tradição circense, principalmente, de circos mambembes, mas sua história ainda é desconhecida do grande público, e até mesmo de boa parte dos artistas. Estima-se que no RN tenha cerca de 50 lonas, boa parte delas administradas por circenses de 2ª e 3ª geração, mas o circo como sempre atrai novos talentos e cada vez mais pessoas ingressam na vida nômade para alegrar multidões.
Dentre as famílias mais tradicionais temos a família Acadias do palhaço Borburema, Campelo de Horácio, Morais do palhaço Pif-Pafo e Saturno do palhaço Parabrisa.
 
Trabalhos de pesquisa já foram realizados a bastante tempo, mas nenhum resultou em melhoria da qualidade de vida dos circenses.
No ano de 2009, devido a um incidente entre a então gestão da prefeitura de Natal/RN e o Circo Crock a classe circense passou a se unir na busca de seus direitos, com muitas dificuldades e emperrando nas questões burocráticas, buscando parcerias e criando a APOCIRCO (Associação Potiguar das Artes do Circo) que devido as dificuldades ainda não esta registrada, no mesmo ano de 2010 conseguimos uma parceria com a Cooperativa Brasileira de Circo para auxiliar boa parte dos Circos do RN na sua organização e na elaboração de projetos visando editais Estaduais e Nacionais.
 
A carência de um trabalho sério e comprometido com esse importante e significativo seguimento artístico implicou na exclusão dos circos na pauta das políticas públicas. A criação desse blog servira como um argumento irrefutável, pois se trata de um apanhado histórico de homens, mulheres e crianças que dedicam suas vidas ao nobre dever de levar alegria aos quatro cantos do nosso estado, bem como informações atualizadas sobre boa parte dos Circos do RN.
O circo presta um serviço de utilidade pública de dá inveja a qualquer gestor, mesmo em condições precárias, como é o caso da maioria. A “sociedade moderna” muitas vezes é injusta com o circo devido à influência dos meios de comunicação de massa, que dita moda e determina novos conceitos. Mas ainda existe um grande público que não abandona o velho e tradicional circo, lotando suas arquibancadas ao primeiro convite: “Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!”


                                                                      João Lins(Costeleta) e Naelson Abreu(ParaChoque)