O Rio Grande do Norte tem
uma forte tradição circense, principalmente, de circos mambembes, mas sua
história ainda é desconhecida do grande público, e até mesmo de boa parte dos
artistas. Estima-se que no RN tenha
cerca de 50 lonas, boa parte delas administradas por circenses de 2ª e 3ª
geração, mas o circo como sempre atrai novos talentos e cada vez mais pessoas
ingressam na vida nômade para alegrar multidões.
Dentre as famílias mais
tradicionais temos a família Acadias do palhaço Borburema, Campelo de Horácio,
Morais do palhaço Pif-Pafo e Saturno do palhaço Parabrisa.
A carência de um trabalho
sério e comprometido com esse importante e significativo seguimento artístico
implicou na exclusão dos circos na pauta das políticas públicas. A criação
desse blog servira como um argumento irrefutável, pois se trata de um
apanhado histórico de homens, mulheres e crianças que dedicam suas vidas ao
nobre dever de levar alegria aos quatro cantos do nosso estado, bem como informações atualizadas sobre boa parte dos Circos do RN.
O circo presta um serviço
de utilidade pública de dá inveja a qualquer gestor, mesmo em condições
precárias, como é o caso da maioria. A “sociedade moderna” muitas vezes é
injusta com o circo devido à influência dos meios de comunicação de massa, que
dita moda e determina novos conceitos. Mas ainda existe um grande público que
não abandona o velho e tradicional circo, lotando suas arquibancadas ao
primeiro convite: “Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!”
João Lins(Costeleta) e Naelson Abreu(ParaChoque)